Serpentwhitfeet, DEACON (2021) - CRÍTICA

 Lançando seu segundo disco, o artista Serpentwhitfeet nos presenteia com um som muito diferente do que estamos acostumados a ouvir no R&b Alternativo.

Durante a minha saga de procurar discos noo Deezer para ouvir na caminhada diária, encontrei o DEACON do cantor canadense Serpentwhitfeet. Sem nunca ter escutado um som sequer, dei play e confesso que foi uma grata surpresa, mesmo não sendo nada muito impar do r&b contemporâneo.

DEACON é um disco lançado sobre uma tutela independente e segue uma cartilha amorosa que não é muito diferente  do que nós estamos acostumados em ouvir nos r&b costumeiros que ocasionalmente sai do Canadá. Praticamente todas às 11 faixas são direcionadas ao seu marido/namorado - particularmente não sei - mas no apanhando geral traz um resultado quente e acolhedor.

Com uma faceta mais futurista, minimalista e com usos constantes de voz alternados e modificados por talk box (???), dão uma identidade particular ao disco. Eu, por exemplo, sendo grande fã do gênero, pouco escutei esse tipo de sonoridade. É algo digno de nota e positivo.

Curti demais os usos de bass eletrônico que permeia o ambiente dos instrumentais, a sonoridade que flerta com o soul e blues constantemente dá um quê de futurismo e um ambiente familiar saudável. Você escuta como se estivesse em um dia ensolarado, rodeado das pessoas que amam, com uma natureza linda ao seu redor.

A musicalidade aérea aqui é bem feita,  as flutuações dos vocais passeiam com uma liberdade criativa belíssima e as composições, mesmo que (partindo) de uma premissa básica e clichê, dão para o gasto. É nítido o amor que o artista sente pelo companheiro, o uso da simbologia mítica grega também serve como um bom pano de fundo. Todavia, a maioria das faixas parece que não chegam no ápice final. Durante as 11 faixas, ficamos no aguardo de algo mais incisivo, conclusivo ou que tente chegar perto disso. Sempre ficamos no quase.

No entanto, apesar desse ponto negativo, as músicas não são ruins. Heart Storm, Derricks' Beard, Old & Fine e  Hyacinth são meus favoritos e na minha opinião são o que há de melhor no disco todo.

Nota: 7.0

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