5 Melhores Filmes de Vampiro + 5 Melhores Faixas do álbum Three Cheers For Sweet Revenge
[AVISO DE GATILHO: menção de drogas ilícitas, suicídio, homicídio, prostituição]
Eu prometo que o álbum de 2004 da banda estadunidense My Chemical Romance e filmes de vampiro estão profundamente interligados. É um álbum conceitual sobre um casal de criminosos. Durante um tiroteio com a polícia, o homem é morto e assume que sua esposa também; chegando no inferno, no entanto, o Diabo o revela que ela está viva. Eles fazem um trato: ele pode ficar com ela se voltar pra Terra e matar 1000 homens maus.
Os critéios dessa lista são: o gosto do autor gen-z. De verdade, não espere clássicos do gênero. Filmes de caçador de vampiros não estão incluídos e não que Helena não seja boa, mas todo mundo já cansou dela. Todos meus mini-reviews de filmes têm spoilers.
⦁ 5. Hotel Transilvânia (2012)
Um filme muito bonitinho e emocionante; acho que me diverti mais vendo Drácula e Johnny, o humano, se tornarem amigos do que Johnny e Mavis (a filha de Drácula) se apaixonando. Ótimo trabalho de dublagem do Adam Sandler como Drácula; não consigo imaginar uma palavra do que Drácula diz saindo da boca do Adam Sandler que conheço. Selena Gomez como a Mavis também, mas isso era bastante previsível. Eu queria muito que ela tivesse noção do próprio talento e deixasse a carreira de cantora um pouco de lado pra investir nisso. E digo talento mesmo; não que ela não tenha ficado ainda melhor com o tempo, mas desde adolescente ela nos convencia a simpatizar com Alex Russo de Os Feiticeiros de Waverly Place (2007-2012), que, se fosse uma pessoa real, a gente bloqueava no Whatsapp. Por outro lado, Andy Samberg como Jonathan...
Não me leve a mal, ocasionalmente as dublagens de Adam Sandler e Selena Gomez soavam parecidas demais com suas vozes normais, a dublagem brasileira é ridiculamente superior. Mas o namorado de Mavis é o Jake Peralta de Brooklyn 99 (2013-), que é o Andy Samberg. Não que ele interprete a si mesmo o tempo todo, mas um trabalho de dublagem numa animação é uma ótima e bastante óbvia oportunidade de demonstrar a versatilidade de Hot Rod - Loucos Sobre Rodas (2007), Conner4Real (2016) e até a breve participação em O Diário de Uma Virgem (2013).
As piadas originais eram muito mais engraçadas que as da dublagem e várias poderiam ser mantidas; o "zing", por outro lado, nem se compara ao "tchan" brasileiro. A música final em português é tão desconfortável quanto sempre é a tradução de alguma música do filme. O primeiro da franquia apela muito menos pra sucessos pop da época do que as sequências, o que, entre outras coisas, dá ao filme mais credibilidade. Mas confesso que eram momentos muito divertidos e senti falta da música de qualidade dúvidosa I'm In Love With A Monster do Fifth Harmony, da trilha sonora do segundo filme. Tem uma piada com Crepúsculo e em dado momento o Drácula corre que nem o Naruto. É um ótimo filme.
- 5. "You Know What They Do to Guys Like Us in Prison"
O conceito desse álbum (com letras principalmente compostas pelo vocalista, Gerard Way), é quase todo sobre como ele ama uma mulher o bastante pra matar por ela, por mais destrutiva que seja a relação. Nesse aspecto, o conceito lembra Drácula de Bram Stoker (que está nas lista de filmes). Mas essa música, não: é sobre ir preso e se encontrar sentindo atração por seu colega de cela. O narrador luta com esse sentimento enquanto lida com todo o estresse de literalmente estar numa prisão esperando o veredito. Essa música tem backing vocals do vocalista do The Used, Bert McCracken, quem Gerard Way foi visto beijando bastante publicamente. Procura o gif, tem literalmente um flash no fundo.
⦁ 4. Crepúsculo (2008)
Me processa. Já é um clássico aos seus 13 anos, é cheio de momentos memoráveis. Eu sou uma criança dos anos 2000, sempre vai significar muito pra mim e sempre vai ser divertido horrores de assistir. Kristen Stewart transformou uma personagem cuja personalidade inteira era sofrer em silêncio (como ela mesma diz) até gostar de um cara bonitinho e se tornar egoísta e inconsequente em alguém muito mais crível. Robert Pattinson, por outro lado, só emprestou a aparência de Edward. (É impossível desver a sobrancelha desenhada.) Mas o livro todo é baseado nisso: a autora, Stephenie Meyer, teve um sonho em que um homem bonito explica para uma mulher que quer matá-la. O resto foi inspiração, adivinha de qual álbum? Three Cheers For Sweet Revenge, My Chemical Romance. Foi oferecida pra banda uma quantidade de dinheiro não revelada pra participar da trilha-sonora de Lua Nova, mas a banda recusou. E escreveu uma música a respeito. Vampire Money.
Vou tirar esse aspecto do caminho: Edward não tem personalidade além de literalmente "ser uma alma velha". Ele é tradicional, ouve música clássica, "defende a honra" da Bella, tem uma consciência que pesa facilmente, só quer sexo depois do casamento. Bella era um ser altruísta cujo único interesse era não incomodar ninguém; ela se muda para Forks para que a mãe (apontada por todos que sabem quem ela é como irresponsável) possa viajar o país com seu namorado. Então, ela encontra pela primeira vez algo que quer de verdade: um relacionamento com Edward. Eu sei, muito autodestrutivo, mas destrutivo no geral também. Ela pôe em risco a sanidade dele, a segurança dele e dos Cullen e eventualmente a segurança de seus pais. Kristen Stewart fez essa transição parecer inevitável, o que nos impede de, pelo menos nesse filme, odiar a Bella. Dá até pra desligar o instinto de autopreservação que te faz querer ligar pro Charlie por ela várias vezes no filme.
É um filme ótimo de verdade até a cena na floresta; a partir do momento que Bella diz "vampiro", ele começa a parecer um blockbuster. Até o cabelo da Bella fica sem volume (pra mim, é justamente o motivo porque a aparência dela é frequentemente chamada de sem-graça). Tenho a impressão que antes disso, todos os envolvidos tinham toda a intenção de fazer um futuro clássico cult; sei por fato que a diretora, Catherine Hardwicke, continuou tentando até o final, fica bastante claro pelos comentários. Toda a cena do jogo de beisebol parece dedicado unicamente a exibir seus talentos. A trilha-sonora dificilmente poderia ser melhor: trabalhos excelentes dentre a discografia do Muse, Linkin Park e Paramore. E o filtro azul, ah, o filtro azul. Praticamente um personagem. Nos leva direto pra fria e úmida Forks e a palidez e frieza dos vampiros. Nenhum outro filme da saga tem o filtro azul e nenhum outro entraria nem na minha lista de 15 melhores filmes de vampiro. Além disso, o Jacob aparece muito pouco e eu odeio ele.
- 4. "I Never Told You What I Do for a Living"
A música sobre chupar p*u por coc*ína! Palavras do Gerard, não minhas. Assim como You Know What They Do To Guys Like Us in Prison, é uma música com um nome enorme pra caralho tem uma tema tão específico e meio absurdo pra maior parte das pessoas, que é divertido horrores de ouvir e cantar junto, como 98% das músicas da Lana Del Rey, por exemplo. No conceito do álbum parece ser sobre assassinar alguém. Provavelmente é os dois. Lembra Byzantium (também na lista).
⦁ 3. O Que Fazemos Nas Sombras (2014)
Mais piada com Crepúsculo! Deus que me perdoe, tirei dicas de moda desse filme. Não recebe nem de longe toda a atenção que merece, sem dúvida por ser um filme neozelandês. A chave pra comédia de alta qualidade é a imprevisibilidade e esse filme é cheio disso. É bem difícil tentar prever alguma coisa num filme de comédia sobre vampiros.
Faz todo o sentido pra mim que esse filme tenha vindo a acontecer por conta de curta-metragens envolvendo o vampiro Viago, de Taika Waititi; ele é absolutamente adorável. Não só a atuação é mérito de Taika Waititi, recente queridinho de Hollywood: ele, em colaboração com Jemaine Clement (o vampiro Vlad, O Cutucador) dirigiu e roteirizou o filme.
Não vou mentir, acho que seria um roteiro quase perfeito (a reação deles ao baile ser no dia 6 de Junho, às 6 da tarde, pelo amor de Deus) se não houvessem tantos pequenos conflitos. Primeiro, Nick, que deveria ser apenas a janta, se torna vampiro e declara isso publicamente com frequência, o que causa a morte de Petyr; isso culmina numa briga entre Nick e Deacon, o que atrai a atenção de policiais; Nick é expulso do grupo e esse conflito é solucionado. Então todos se encontram no baile de máscaras e rapidamente percebem a imprudência de Nick ao levar Stu, seu amigo humano, a um ambiente fechado cheio de monstros que se alimentam de humanos. O conflito se torna tirá-lo vivo de lá, o que é solucionado rapidamente. Então, eles se deparam com um grupo de lobisomens e Stu é atacado e supostamente morto; ele se torna um lobisem e este conflito também é solucionado. No mínimo três conflitos num filme de uma hora de vinte, entende?
Contribui pra imprevisibilidade, eu sei, mas a satisfação ao terminar o filme é muito menor. Não é só aquela "sensação de quero mais"; não é um final satisfatório, mesmo que quase todos os personagens tenham o final que queriam.
- 3. "I'm Not Okay (I Promise)"
Muito despretenciosa da letra ao riff, beira à qualidade questionável. É uma música cuja letra nunca dá a entender que é sobre experiências do Ensino Médio ou Fundamental, mas a gente sabe. A gente só sabe. Captura demais essa sensação, essa constante insegurança com que a gente ainda não aprendeu a lidar. Em sua falta de eloqûencia, o refrão atinge seu objetivo: especificamente não saber verbalizar os sentimentos, como descrever pros outros a sensação dos transtornos mentais surgindo.
⦁ 2. Byzantium (2012)
Primeiramente, um beijo pra quem é filho de mãe solteira.
Eu precisava de um número cinco pra essa lista. Eu considerei Entrevista com o Vampiro e Os Vampiros Que Se Mordam e percebi que não gostava de nenhum deles o bastante. Eu assisti Drácula e baixei o remake de A Hora do Espanto, mas antes de passar ódio com as legendas do Stremio, decidi dar uma olhada nos filmes da Netflix. Encontrei Byzantium, com Gemma Artenton (João e Maria: Caçadores de Bruxas, O Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo, Fúria de TItãs) e Saoirse Ronan (de tudo quanto é filme). Eu não sabia o que esperar, nunca tinha ouvido falar do filme.
E eu me apaixonei. Profundamente. O filme desenrola lentamente o próprio contexto. Você recebe mastigadinho no seu colo a história de duas vampiras; uma mais nova, que se declara impiedosa mas tem a cabeça cheia de noções antiquadas de certo e errado e só se alimenta de pessoas prontas pra morrer. Ela julga a outra vampira, apresentada a nós apenas como uma figura materna, que dedica todo o seu tempo a conseguir dinheiro e abrigo pras duas através da prostituição, dança erótica e cafetinagem. Ela mata aqueles que tiram vantagem dos mais fracos. Elas fogem de alguém e por isso se mudam para uma nova cidade, coincidentemente a sua cidade natal. Clara, a figura materna, quase imediatamente "tem seus serviços requisitados" por um homem falido cuja mãe morreu a pouco tempo; ele começa a chorar e ela o consola. Ele tem pouco dinheiro mas tem um pequeno hotel e deixa as duas se mudarem pra lá; Clara o convence a abrir um bordel pra quitar as dívidas. A vampira mais nova, Eleanor, chama a atenção de um rapaz da idade que ela aparenta ter.
Isso é o que nós recebemos: apenas o bastante pra um filme medíocre. Um interesse amoroso heteronormativo com grande diferença de idade numa história de auto-conhecimento? Duas protagonistas padrão e uma hipersexualizada? Mas quanto mais Eleanor conta sobre seu passado e Clara começa a preencher os buracos na história, mais esse filme absurdo começa a fazer sentido; começa a parecer real.
Quando a luta entre Clara e os homens da Irmandade começou, eu tive certeza absoluta que pelo menos uma das duas ia sair viva. Eles eram pessoas que nunca tiveram que resistir a nada; homens ricos que viraram imortais. Clara resistiu a existência inteira e eles nunca precisaram se defender. Me recuso a achar que o conflito é resolvido pela sorte de Darvell estar do lado delas. Clara sabe, acima de tudo, como manipular homens.
- 2. "Cemetery Drive"
Conviver com o luto e os pensamentos suicidas. Junto com I'm Not Okay (I Promise) e Thank You for the Venom é uma das músicas mais fáceis de se identificar. Durante todo o álbum, Gerard Way demonstra um controle vocal que não era refletido nas performances ao vivo; em defesa dele, são vocais quase perfeitos. Principalmente pra quem tem uma voz incomum, com uma técnica principalmente influenciada por Billy Corgan, do Smashing Pumpkins e o trabalho de Glenn Danzig no Misfits.
⦁ 1. Drácula de Bram Stoker (1992)
Preciso confessar que na última vez que assisti a qualidade parecia muito inferior às outras milhões de vezes. O sotaque do Keanu Reeves, a decisão duvidosa de mudar a linha do cabelo do Gary Oldman, a quantidade de gemidos, Van Helsing e Mina Harker (interpretados por Anthony Hopkins e Winona Ryder) se beijando quase aleatoriamente. É um filme que não finge não apelar pra sensualidade de seu elenco. É impossível qualquer ser humano terminar esse filme sem se apaixonar por pelo menos um personagem ou ator/atriz. E todos, com excesssão de Keanu Reeves (triste, eu sei) e Sadie Frost, a intérprete de Lucy, poderiam carregar o filme nas costas mesmo sem a direção belíssima e seus efeitos práticos, o figurino e a maquiagem vencedoras do Oscar e o roteiro que, vamos combinar, é bem charmosinho.
O filme já começa diferindo do livro ao estabelecer que Mina Harker é a reencarnação da esposa de Drácula, Elisabeta, que cometeu suicídio e cuja morte teve como consequência sua renùncia à fé e conversão a vampiro. O holofote sai quase completamente de Jonathan Harker para sua noiva e posteriormente esposa, que sente a conexão com Drácula de outra vida. Ele a encontra em forma humana em Londres e tenta seduzí-la.
Por favor, não pense por um segundo que eu torcia pra que a Mina e o Drácula ficassem juntos. Durante a cena em que Drácula a morde, eu queria vê-la ceder mas torcia para que escolhesse a auto-preservação. É um filme que nos leva pela jornada dos dois: encontrar algo certo e bom, perdê-lo, se sentir incompleto, encontrar o sentimento bom que deveria ter morrido, tentar alcançá-lo e perceber que não se pode refazer o passado. Me lembra o álbum 1989 (de 2015) da Taylor Swift: aprecia a beleza e a intensidade de um relacionamento destrutivo sem escolhê-lo de fato. É o processo de luto de um relacionamento.
- 1. "Thank You for the Venom"
Se convencer que pertence entre todas as coisas destrutivas; todo o veneno, todas as pílulas. Sem isso, não chega nem a ser si mesmo; chega a ser absurda a ideia de haver lugar pra religião. Fácil de se identificar se você tem uma relação complicada com a norma cristã. No conceito do álbum, parece, a princípio, mais uma declaração de quão profana é a primeira vida do narrador, nosso antiherói. Mas essa declarão em especial, nessa história cheia de mortes, supostas mortes, vidas após a morte, é ele dizendo com todas as letras: eu pertenço no inferno. E ao mesmo tempo: me dê esperança.
Uma breve lista de filmes que eu considero bons, porém mornos/medíocres/superestimados demais:
Os Garotos Perdidos (1987)
Filme bonito, ótima metáfora. Muito tedioso e sem sentido fora do contexto da adolescência. Já gostei mais, mas entendo a importância.
Vampiros no Bronx (2020)
Bem novinho, da Netflix. Nem considero um filme bom, mas não é um filme ruim. Divertido de assistir pra um pré-adolescente e respeito que tenha atingido este que é seu claro objetivo. Eu odeio como a intérprete da vilã utiliza a prótese dentária. Ninguém sabe utilizar muito bem e quase sempre é desconfortável de assistir, mas odeio como ela tenta usar como ferramenta de atuação. Na mesma veia (ba dum tss) do Robert Pattinson sempre aparentar desconforto como Edward Cullen (que constantemente sentia o impulso de assassinar a própria namorada) por conta das lentes de contato.
Os Vampiros que se Mordam (2010)
Meu Deus, que decepção. Na minha memória era muito melhor. Eu cresci assistindo Todo Mundo Em Pânico, eu tenho padrões altíssimos pra paródias. E Crepúsculo é um filme que pede pra ser zoado; na verdade, a paródia acertou vários aspectos mais óbvios. O cacto da Bella, Edward assistir ela dormir, Jacob ser essencialmente um cachorro, a premissa do filme ser principalmente a Bella não saber controlar o tesão constante de adolescente, o cabelo dos personagens, a reação do Edward quando a Bella entra na aula de Biologia. (A propósito, aquele professor com certeza tava de rímel.) Também foi bastante esperto incluir os plots de Lua Nova e Eclipse, porque eles são ruins. Bem ruins. Mas tirando as piadas mais óbvias, o que faltou foi... graça. Em alguns momentos, o filme inventa aspectos da história pra tirar graça, o que fica dolorosamente sem sentido pra quem assistiu Crepúsculo. Charlie ser um pai ruim, Bella sofrer bullying; eu juro, fica muito desconfortável. Parece que eles estão parodiando um filme que não existe.
Entrevista com o Vampiro (1994)
Foi assim que eu tentei vender esse filme pra minha mãe: Tom Cruise, Brad Pitt e Antonio Banderas são vampiros gays. Ela não quis assistir, mas ainda acho uma boa descrição. A propósito, perdão, bissexuais. Do início ao fim, é um estudo de como seria a existência real de um vampiro. Não vai muito além disso; com a entrada da personagem de Claudia, a relação entre Louis e Lestat não é aprofundada. Um aspecto singular desse filme é a apresentação do ciclo de violência; Lestat foi morto por Claudia porque Lestat fez Claudia parecida com ele. Abra um jornal: abusados viram abusadores o tempo todo.
Drácula (1931)
Chato, muito chato. Não é bonito, não se concentra em nenhum personagem o bastante pra gente simpatizar. É um fardo de adaptar Drácula, é uma história que muda de narrador e protagonista o tempo todo. Esse filme difere tanto do livro que esse problema poderia facilmente ser solucionado; talvez tenham tentado, de fato, uma vez que boa parte do que vemos pelos olhos de Jonathan Harker apenas acontece com Renfield. Dwight Frye fez um trabalho brilhante, é verdade, muito superior a qualquer outro ator no filme. Mas não é um personagem de destaque porque não é um personagem interessante; Renfield é muito mais extensão de Drácula do que seu próprio personagem. Béla Lugosi entrega um ser estranho fazendo careta o tempo todo. Não é assustador, não é charmoso. Poderíamos até chamar o Dr. Van Helsing de protagonista, já que boa parte do filme é ele tentando convencer a todos que estão lidando com um vampiro. Ele quase não tenta de fato derrotar o vampiro e no final, Drácula é derrotado por pura sorte.
Sombras da Noite (2012)
Nem é bom, mas pareceu importante mencionar porque ninguém lembra que aconteceu. Um filme bonito (pré-requisito pra filme de vampiro), com uma estética singular e que ao mesmo tempo grita Tim Burton. Não é roteirizado por ele, no entanto, e esse provavelmente é seu defeito fatal.
Amantes Eternos (2013)
Todo mundo que assistiu, assistiu pela presença de Tilda Swinton, Mia Wasikouska e Tom Hiddleston no elenco e/ou por ser claramente e intencionalmente um filme de vampiro cult. Gostaria que isso fosse o bastante pra fazer o filme satisfatório. Duas horas e três minutos não é muito tempo de filme (pra mim), mas essa história poderia facilmente ser contada num curta-metragem. Respeito a decisão do roteirista Jim Jarmusch de convencer alguém a gastar 7 milhões de dólares num filme que apenas ele e seus amigos próximos poderiam entender e gostar. Esse filme é cheio de referências muito específicas.
Obrigado e parabéns por ter chegado até aqui. Eu sou agnóstico, mas Deus te abençoe.






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